segunda-feira, 2 de maio de 2011

Um combo número 3, por favor!

Há alguns anos a marca Havanna foi direto pra São Paulo de olho nos brasileiros que saiam da Argentina lotados de sacolas e mais sacolas com alfajores e chocolates.
E já que não dá pra levar sorvete na mala, este ano foi a Freddo, sorveteria idolatrada no verão e no inverno, tanto por argentinos quanto pelos turistas que se instalou em Sampa - sempre lá.

Mas a última do troca-troca Brasil e Argentina que ouvi não tem nada a ver com comida. A ideia é abrir uma filial do Malba, o Museu de Arte Latinoamericana de Buenos Aires.
"Tudo" por causa do Abaporu que, apesar de também ter nome de doce, é o mais que icônico quadro da brasileira Tarsila Amaral.
O quadro, oficialmente, mora no Malba mas foi emprestado pelo dono - o colecionador Eduardo Constantini - para ninguém menos que Dona Dilma Rousseff. Ou, mais precisamente, para a exposição Mulheres, Artistas e Brasileiras - Produção do Século 20, aberta ao público até dia 5 de maio, no Palácio do Planalto, em Brasília.
Pelo que sei, faz tempo que o Brasil namora Constantini querendo convencê-lo a vender o quadro (comprado num leilão em Nova York). Mas o colecionador afirma que o Malba É o Abaporu e chega a comparar dizendo que seria como se o Louvre abrisse mão da Mona Lisa.
Porém, como o Mercosul às vezes tem esses rompantes de funcionamento, a ideia proposta seria uma parceria: abrir um Malba em território brasileiro e fazer, literalmente, um intercâmbio cultural.
Tomara que aconteça e tomara que funcione. E que sirva de exemplo para outras expressões culturais, como a literatura, por exemplo.
Nem só de doce de leite está feita nossa fronteira. Dá pra ir além.

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